17 de fevereiro de 2017


9 santos que morreram defendendo o matrimônio





A cultura de hoje quer apartar-se da verdade do matrimônio. Isto não é algo novo. O matrimônio tem sido um ponto de controvérsia há muitos anos, alvo de ataques vorazes, isso gerou muitos mártires na Igreja. Grandes santos da Igreja Católica deram suas vidas defendendo o matrimônio. Seria capaz de fazer o mesmo?
Aqui estão algumas histórias inspiradoras:

São João Batista




Segundo os Evangelhos, o rei Herodes havia se divorciado de sua esposa e tomado a mulher de seu irmão. São João Batista sabia que isto era errado e que Herodes estava cometendo um grave pecado público. E corajosamente João Batista enfrentou Herodes. Ele não pontuou coisas positivas sobre a relação adúltera de Herodes ou buscou manter a amizade, mas disse claramente que aquilo estava errado: “Não é lícito tê-la.” (Mat 14, 4)
Por desgraça, em lugar de arrepender-se, Herodes mandou prender João. A Escritura diz que Herodes ”queria matar João, mas tinha medo do povo, pois o consideravam um profeta”(Mat 14,5). No entanto, quando sua enteada pediu a cabeça de João em um prato durante uma festa, Herodes consentiu e decapitaram o Batista.
Com relação a santidade de São João, Jesus mesmo o felicitou e disse que ”entre os nascidos de uma mulher não houve nenhum outro maior que João Batista.” (Mat 11, 11)

São João Fisher e São Tomás Moore



Henrique VIII, rei de Inglaterra do século XVI, queria um filho desesperadamente. Depois de muitos anos tentando um filho com a rainha Catarina de Aragão, decidiu que queria divorciar-se dela. Supostamente, o divórcio não era permitido, sendo assim, o rei deu entrada e pediu que seu matrimônio fosse anulado pelo Papa. O Papa revisou o caso e determinou que a anulação não era legítima neste caso.
São João Fisher, bispo inglês (que foi nomeado cardeal, não muito antes de sua execução), defendia a Rainha Catarina ferozmente. Ele apareceu no tribunal em seu nome e declarou que, “assim como São João Batista”, estava disposto a morrer para defender a indissolubilidade do matrimônio.
Com o Rei Henrique ganhando cada vez mais poder, São Tomás Morre, um dos estadistas de maior confiança do rei Henrique, renunciou a seu cargo no governo. e não compareceu a união do Rei com Ana Boleña.
Depois de casar com Ana Boleña, o rei obrigou todos a fazerem um juramento declarando que o Rei Henrique era o Chefe Supremo da Igreja na Inglaterra, e não o Papa. Todos os que desejavam conservar a amizade com o Rei, seus postos no governo e na Igreja, o apoiaram. Sendo assim, o Rei chamou Tomás Moore e pediu que ele fizesse o juramento e reconhecesse publicamente a anulação do casamento do Rei com Catarina. Tomás negou-se a fazer ambas as coisas. São João Fisher também se negou a fazer o juramento e foi preso na torre de Londres.
Ambos foram julgados e declarados culpados de traição e decapitados publicamente. Essa foi uma de suas últimas palavras: ”Sou um bom servo do rei, mas sou primeiro de Deus”.

Papa São Nicolau Magno



Certamente já ouviu falar do Papa Leão Magno e do Papa São Gregório Magno, mas já ouviu falar do Papa São Nicolau Magno?
Era o século nono, e o Rei Lotário II da França queria divorciar-se de sua esposa e casar-se com outra mulher. Ele subornou um representante do Papa e conseguiu um concílio de bispos locais para aprovar a anulação de seu matrimônio. Quando o Papa Nicolau soube o que aconteceu, convocou uma reunião em Roma, e participaram dela dois bispos que tinham permitido a anulação questionável. O pontífice confirmou que a anulação era ilícita e depôs dois arcebispos.
Enfurecido, o rei Lotário II enviou seus exércitos a Roma, tomou o controle da cidade, e exigiu que o Papa reconhecesse a anulação. O Papa Nicolau ficou preso na basílica de São Pedro durante dois sem comer, mas negou-se a ceder.
Finalmente, a imperatriz Engelberga do Sacro Império Romano convenceu o Rei Lotário II de abandonar a cidade. O Papa Nicolau nunca concedeu a dita anulação e passou o resto de sua vida tentando reconciliar o rei com sua verdadeira esposa.

Os 5 mártires da Georgia (EUA)



Os nomes dos “mártires da Geórgia” ainda não foram incluídos no cânon, mas o processo de canonização está em aberto. Essa é uma história incrível.
Pedro de Corpa, Blas de Rodríguez, Antonio de Badajóz, Frei Miguel de Añon, e Francisco de Veráscola eram frades frades franciscanos que chegaram a América do Norte no final do século XVI para levar o Evangelho aos nativos americanos que viviam no que hoje se conhece como estado da Geórgia, nos EUA.
Apesar da falta de alimentos e da vida difícil, pela graça de Deus foram capazes de alcançar com o Evangelho muitas pessoas. O ensinamento cristão sobre o matrimônio, no entanto, era difícil para alguns dos novos cristãos. Portanto, quando um homem com mais de uma esposa queria converter-se, os missionários pediam que prometesse que só teria uma esposa.
Um homem fez a promessa, foi batizado, mas continuou vivendo com duas esposas. Frei Pedro de Corpa o questionou com o apoio de Padre Blas. No lugar de arrepender-se e sustentar a promessa feita no batismo, o homem foi cheio de fúria e voltou com um grupo de guerra. O grupo assassinou Padre Pedro, despedaçando-o com uma espada, e logo capturaram Padre Blas.
Antes de matarem o Padre Blas, permitiram que celebrasse a missa pela última vez, e durante a homilia disse o seguinte:
”Meus filhos, para mim não é difícil morrer. Inclusive, se não me matassem, a morte deste corpo será inevitável. Devemos estar preparados em todo momento, todos nós, para morrer algum dia. Mas o que realmente me dói é que o Maligno os tem convencido para cometer esta ofensa contra seu Deus e Criador. E uma outra fonte de profunda dor para mim é que vocês tenham desconsiderado tudo o que os missionários temos feitos por vocês ao ensiná-los o caminho até a vida eterna e a felicidade plena.”
Depois da missa, também foi assassinado a machadadas. Nos dias seguintes, mataram os outros três missionários.

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