10 de fevereiro de 2017

Sánchez del Río: um menino mártir na história do México

Com apenas 14 anos, defendeu sua fé até a morte, dizendo: “Viva Cristo Rei, Viva Nossa Senhora de Guadalupe!”
O Papa São João Paulo II disse que “estes dois mil anos depois do nascimento de Cristo estão marcados pelo persistente testemunho dos mártires. Também o século XX conheceu numerosíssimos mártires… Sofreram pela sua fé pessoas das diversas condições sociais, pagando com o sangue a sua adesão a Cristo e à Igreja ou enfrentando corajosamente infindáveis anos de prisão e de privações de todo gênero, para não cederem a uma ideologia que se transformou num regime de cruel ditadura.” (Bula Incarnationis Mysterium, nº 13)
O México é um dos países mais católicos da América Latina, cerca de 90% de sua população é católica. No entanto, de 1926 a 1929 um governo ateu quis eliminar o catolicismo naquele país; o que obrigou os fiéis a se organizarem para defender a sua fé.
Em 1926, um governo anticatólico assumiu o poder no México, e quis acabar com a Igreja Católica. Proibiram a celebração das Missas, batizados, casamentos, etc. Muitos padres e leigos foram martirizados. Surgiu, então, uma reação católica chamada Guerra dos Cristeros, para defender a liberdade religiosa. Um General católico chefiou a tropa cristã que enfrentou um luta armada contra os infiéis perseguidores da Igreja. Muitos morreram mártires defendendo a fé.
Um de tantos relatos e testemunhos que cercam este acontecimento, é o caso impressionante do menino Sánchez del Río, de apenas 14 anos. Ele se apresentou ao general e perguntou se um menino poderia também ser mártir; e passou a defender a fé católica. Foi preso e obrigado a renegar Cristo. Não aceitou, e disse “Viva Cristo Rei e viva Nossa Senhora de Guadalupe!”.
Logo, cortaram-lhe as solas dos dois pés, mas isso não fez com que ele se entregasse. O garoto continuou a dizer: “Viva Cristo Rei, Viva Nossa Senhora de Guadalupe!”.
Então, amarraram-no a um cavalo. Ele foi puxado e arrastado pelos braços até ficar todo machucado e sangrando. No entanto, o valente garoto, continuou a dar vivas a Cristo Rei e a Virgem de Guadalupe. Os soldados, dessa forma, deram-lhe um tiro mortal no peito; e o jovem ali caiu sangrando; mas, antes de morrer, já sem forças para falar, Sánchez molhava o dedinho no próprio sangue e escrevia na terra: “Viva Cristo Rei, Viva Nossa Senhora de Guadalupe!”.
Encontramos informação sobre a chamada “Cristiada” em obras como as de P. Montezuma, Jean Meyer López e Lópes Beltrán. Inclusive, existe um filme com este título, que retrata parte do que foi este difícil tempo para os cristãos no México. A perseguição do governo à Igreja se caracterizou pela nacionalização dos bens eclesiásticos, a supressão das ordens religiosas, a secularização de cemitérios, hospitais e centros beneficentes, apoio a uma “igreja mexicana”, uma tentativa de criar, em torno de um pobre padre apóstata, Joaquim Perez (“antipapa mexicano”), uma Igreja cismática “nacional” como na China.
Por que não se fala nada nas universidades, colégios e cursinhos sobre essa terrível “Inquisição mexicana” contra a Igreja e seus filhos? A história se repete. O século XX fez também com que os cristãos revivessem a era do martírio; não mais com anfiteatros e feras, mas em campos de concentração, masmorras solitárias e fuzilamentos.
Houve muitas “inquisições” no passado longínquo e no passado recente, esquecidas, mas só se fala daquela que envolveu a Igreja Católica na Idade Média. O Papa São João Paulo II, na encíclica Evangelho da Vida, disse que “nosso século ouviu os falsos profetas”.
É preciso e urgente que os católicos conheçam essa triste perseguição que se deu no México contra a Igreja e seus filhos, como se deu também na Espanha em 1930, com mais mártires ainda.

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