27 de abril de 2017


FESTA EM LOUVOR AO GLORIOSO SÃO JOSÉ 

 PARÓQUIA SÃO JOSÉ 
DE 28 DE ABRIL A 07 DE MAIO DE 2017



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26 de abril de 2017

10 de abril de 2017

Como o olhar de Jesus converteu o intérprete de Barrabás em “A Paixão de Cristo”

O testemunho arrepiante do ator italiano Pietro Sarubbi: após anos de vazio existencial, ele encontrou a fé graças ao papel que não queria ter interpretado

Quando era adolescente, o ator italiano Pietro Sarubbi fugiu de casa para se unir a um grupo de circo e, desde então, girou mundo tentando achar sentido existencial e preencher o vazio espiritual que o atormentava. Entre peças de teatro, gravação de comerciais televisivos e produções do cinema italiano independente, Pietro se destacou na comédia, mas nunca se livrou de uma sutil e persistente sensação de fracasso, já que o seu sonho era se tornar diretor.
Mesmo em 2001, quando conseguiu um papel secundário em “Capitão Corelli“, filme de Hollywood, o vazio não se dissipou. As coisas começariam a mudar, no entanto, alguns meses depois: Pietro recebeu um convite para trabalhar com Mel Gibson no que imaginou que seria um filme de ação. Nunca imaginaria que o filme se propunha a retratar a Paixão de Cristo.
Embora muito afastado da Igreja, Pietro desejou, naquele momento, interpretar o apóstolo Pedro – não porque tivesse particular apreço pelo Santo Padre, mas apenas porque o valor a ser pago por dia de trabalho era mais alto. Não foi pequena a decepção quando o diretor lhe disse que o queria no papel de Barrabás.
Foi o próprio Mel Gibson quem lhe explicou, porém, que Barrabás não era apenas um bandido. O rebelde zelote tinha ficado muitos anos preso, fora torturado e levado ao limite do humanamente suportável. Uma frase de Mel Gibson bateu fundo no coração de Pietro: Barrabás tinha ido se transformando num animal, um ser embrutecido e sem palavras que só se expressava com o olhar. Era por isso que o diretor o tinha escolhido: porque Pietro poderia encarnar tanto o animal selvagem quanto, no fundo do coração, manter no olhar o brilho de um homem bom.
Durante as gravações, Pietro Sarubbi e o zelote se fundiram num só. A cena avançava e Pietro encarnava os acontecimentos de tal forma que já nem atuava conscientemente. Quando as autoridades libertam Barrabás, escolhido pela multidão no lugar de Jesus, o bandido, entre incrédulo e exultante, fitava os poderosos e depois a turba com ironia. É quando desce as escadas e o seu olhar se cruza com o de Jesus.
Foi um grande impacto. Eu senti uma corrente elétrica entre nós. Eu via o próprio Jesus“, declarou Pietro Sarubbi a respeito da força da cena compartilhada com o colega Jim Caviezel, intérprete do Cristo ali condenado ao suplício horrível da morte na cruz.
E foi naquele instante que a paz tão desesperadamente procurada ao longo de tantos anos finalmente lhe inundou a alma.
“Quando olhou nos meus olhos, os olhos de Jesus não tinham ódio nem ressentimento. Só misericórdia e amor”.
Em 2011, Pietro Sarubbi relatou a sua impactante conversão no livro “Da Barabba a Gesù – Convertito da uno sguardo” (“De Barrabás a Jesus: convertido por um olhar“). O ator italiano conta, nessa obra, que a  agora abrange todos os setores da sua vida.
As páginas do livro se encerram com uma interpretação pessoal daquele episódio que mudou para sempre a sua trajetória:
“Barrabás é o homem a quem Jesus salvou da cruz. É ele que representa toda a humanidade”.

6 orações curtas para você rezar pelo seu esposo

Inspiradas nas cartas de São Paulo

Rezar pelos filhos? Fácil, dizem todas as mães. Mas, e pelo esposo? Quem, de verdade, reza por seu marido todos os dias? Em nosso ritmo de vida tão ocupado, os esposos às vezes se tornam uma figura esquecida, “o último da fila”, como lamentam alguns deles. Encontramos tempo para rezar pelos filhos, para que eles tenham sucesso nas diferentes etapas de suas vidas, inclusive participamos de grupos de oração de mães. Mas, às vezes, nem passa por nossas cabeças rezar por nossos maridos! Esta falta de hábito faz com que nos dê mais trabalho encontrar as palavras quando queremos orar por eles.
Aqui, há seis sugestões de orações baseadas nas cartas de são Paulo. São orações curtas, eficazes e fáceis de fazer.

  1. Para que meu esposo conheça o amor de Deus
“Que Cristo habite pela fé em vossos corações, arraigados e consolidados na caridade, a fim de que possais, com todos os cristãos, compreender qual seja a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, isto é, conhecer a caridade de Cristo, que desafia todo o conhecimento, e sejais cheios de toda a plenitude de Deus” (Carta de São Paulo aos Efésios, 3:17-19).
Oração: Senhor Jesus, me coloco em Tua presença para te implorar que envolvas o coração de meu esposo com Teu Sagrado Coração. Ajuda-o a ter absoluta confiança em Ti. Que Teu amor crie raízes profundas nele, e que este Amor se estenda às nossas vidas. Que meu esposo possa conhecer Tua infinita misericórdia, para que compreenda que teu amor é mais real do que qualquer experiência terrena.

2.    Para que ele cumpra sua vocação como esposo
“Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,
Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,
Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.
Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo” (Carta de São Paulo aos Efésios 5:25-28) .

Oração: Senhor, segundo Tua vontade, meu esposo se aproximou da santidade graças ao Sacramento do Matrimônio. Enche seu coração com Teu amor e ajuda-o a cumprir sua vocação, seguindo o Teu caminho.

  1. Para que meu esposo ensine Teu amor a nossos filhos
“Pais, não exaspereis vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e doutrina do Senhor” (Carta de São Paulo aos Efésios, 6:4).
Oração: Espírito Santo, encha o coração do meu esposo com Tua paz, para que ele transmita o Teu amor a nossos filhos. Concede-lhe a paciência e a sabedoria necessárias para criar nossos filhos na pureza e na fé. Ajuda-o a guiar nossos filhos pelo caminho correto e a incentivá-los a permanecerem sempre próximos a Ti.

4.    Para o bem de nossa família
“O meu Deus há de prover magnificamente a todas as vossas necessidades, segundo a sua glória, em Jesus Cristo” (Carta de São Paulo aos Filipenses, 4:19).
Oração: Senhor, Tu sabes do que precisamos. Peço-Te que concedas sempre a meu esposo a graça de utilizar nossos recursos com sabedoria, de ser “pobre de espírito” e generoso com os necessitados. Amém

5.    Para que meu marido seja o homem que o Senhor o chamou a ser
“Vigiai! Sede firmes na fé! Sede homens! Sede fortes! Tudo o que fazeis, fazei-o na caridade” (Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios, 16:13-14).
Oração: Senhor, confio a Ti todas as decisões de meu esposo, seus projetos, suas inquietudes e todo o seu ser. Que ele seja forte no Teu amor e tire forças de sua fé. Que seja o homem que Tu o chamou a ser: valente, alegre e generoso. Que ele cresça na fé, na esperança e na caridade.

6.    Para que meu esposo aja sempre com sabedoria e discernimento
“Não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações. Rogo ao Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê um espírito de sabedoria que vos revele o conhecimento dele; que ilumine os olhos do vosso coração, para que compreendais a que esperança fostes chamados, quão rica e gloriosa é a herança que ele reserva aos santos, e qual a suprema grandeza de seu poder para conosco, que abraçamos a fé ” (Carta de São Paulo aos Efésios, 1:16-19).

Oração: Senhor Jesus, Tu que levas o bem aonde vais, Te peço que concedas ao meu esposo a graça de seguir Teus passos. Que ele tenha a força de avançar com sabedoria e a consciência de que suas escolhas têm consequências para nossa família. Que seu coração resplandeça com a luz do Espírito Santo, para que ele possa seguir com firmeza e confiança diante de quaisquer obstáculos no caminho. Amém.

Virgem Maria, Mãe de Deus, cobre meu esposo com teu manto, para que ele receba as graças necessárias para ser o protetor de nossa família, como era São José. Por teu abraço maternal, Maria, concede-lhe um sentimento de segurança, para que nunca se sinta abandonado. Amém.

O que fazer com meu ramo após o Domingo de Ramos?

Com os ramos em mãos, assumimos a missão de seguidores e participantes do projeto de Deus

Assim rezamos na oração de bênção dos Ramos: “Deus eterno e Todo Poderoso, “abençoai” estes ramos, para que, “seguindo” com alegria o Cristo, nosso Rei, cheguemos por ele à eterna Jerusalém”. Nesse sentido, guiados por essa oração temos duas palavras que nos ajudam refletir a importância e o significado dos ramos.
A invocação feita é um pedido de bênção para os ramos que temos em mãos ou que estão adornando o local da celebração. No “abençoai” se manifesta o pedido da igreja terrestre e peregrina, que quer e deseja entrar na Jerusalém Celeste.
Dessa forma, com os ramos em mãos, assumimos a missão de “seguidores” e participantes do projeto de Deus. A oração segue nos dizendo que o seguir é alegre e festivo. É celebrar junto o Mistério de morte e ressurreição.
Ramos: o significado e a tradição
Os ramos de oliveira eram comuns daquela região de Jesus, mas nos relata o evangelista Lucas que: “(…) enquanto Jesus passava, o povo ia estendendo suas roupas no caminho”. Hoje, os ramos de palmeiras são abençoados e, dessa forma, podem nos servir de remédio, proteção, mas, sobretudo, como memória do compromisso de seguidor de Cristo que assumo.
Está no costume da Igreja usar dos ramos abençoados neste dia para que, depois de secos, sejam queimados e usados na quarta-feira de cinzas. Muitos de nossos avós tinham também a tradição de queimá-los quando chegava o tempo de colheita, quando se aproximava uma tempestade ou ainda queimavam em torno de casa ou do local de trabalho para livrar de pestes e bichos peçonhentos. Nesses gestos todos está a fé de que a bênção de Deus está presente nos ramos e é Ele o Senhor do tempo e da história.
Assim, como os filhos dos Hebreus com ramos de palmeira correram ao encontro de Jesus, somos também nós seus discípulos convidados a direcionar nossos passos e ações para Ele. E desse modo, sermos participantes do Mistério Pascal. A Jerusalém Celeste é o céu prometido a todos aqueles que, com seus ramos, glorificam a Deus. E, nos passos e ensinamentos de Jesus, aprenderemos que no mandamento maior está o Caminho e o maior desejo de Deus: “Amai-vos”, pois é desse sentimento que emana tudo aquilo que nos faz participantes da Filiação Divina – Filhos de Deus.

Por Padre Marcelo Magalhãoes, via Jovens de Maria 
PROGRAMAÇÃO VIGÍLIA EUCARÍSTICA
13 E 14 DE ABRIL DE 2017

21:00 hs às 22:00 hs Ministros da Eucaristia
22:00 hs
às 23:00 hs – Pastoral do Batismo
23:00 hs
às 00:00 hs – Pastoral da Liturgia e Vicentinos
00:00 hs
às 01:00 hs – EJC Paroquial
01:00 hs
às 02:00 hs – Renovação Carismática Católica Paroquial
02:00 hs
às 03:00 hs – Movimento Terço dos Homens
03:00 hs
às 04:00 hs – Pastoral Familiar
04:00 hs
às 05:00 hs – Movimento Terço das Mulheres
05:00 hs
às 06:00 hs – Ministros da Palavra
06:00 hs
às 07:00 hs – Pastoral da Acolhida
07:00 hs
às 08:00 hs – CCPs de todas as comunidades da Paróquia
08:00 hs
às 09:00 hs – Apostolado da Oração ( Comunidades São Cristóvão e Sagrados Corações)
09:00 hs
às 10:00 hs – Catequese Comunidade São José (Terço Infantil ) e São Cristóvão
10:00 hs
às 11:00 hs -  Catequese das Comunidades ( Santo Antônio, Sagrados Corações, São Bento, São João Batista)
11:00 hs
às 12:00 hs – Pastoral do Dízimo
12:00 hs
às 13:00 hs – Apostolado da Oração (Comunidades São José e Santo Antônio)
13:00 hs
às 14:30 hs – Ministério do Canto e Pastoral Vocacional




 





PROGRAMAÇÃO 

SEMANA SANTA 2017 - PARÓQUIA SÃO JOSÉ


6 de abril de 2017

As Sete Dores de Maria Santíssima

  
   Em revelações à Santa Brígida, Nossa Senhora prometeu conceder Sete Graças a quem rezar, todos os dias, Sete Ave-Marias em honra das suas Dores e Lágrimas.
Com aprovação Eclesiástica

Eis as Promessas:
  • Porei a paz em suas Famílias.
  • Serão iluminados sobre os Divinos Mistérios.
  • Consolá-los-ei em suas penas e acompanhá-los-ei nas suas aflições.
  • Conceder-lhes-ei tudo o que me peçam contanto que não se oponha à vontade adorável do Meu Divino Filho e à santificação das suas almas.
  • Defendê-los-ei nos combates espirituais contra o inimigo infernal e protegê-los-ei em todos os instantes da vida.
  • Obtive do Meu Filho que, os que propaguem esta devoção (às minhas lágrimas e Dores) sejam transladados desta vida terrena à felicidade eterna, diretamente, pois ser-lhes-ão apagados todos os seus pecados e o Meu Filho e Eu seremos a sua eterna consolação e alegria.

Oração Inicial:
Virgem dolorosíssima, seríamos ingratos, se não nos esforçássemos em promover a memória e o culto de vossas dores, vosso Divino Filho tem vinculado à devoção de vossas dores, particulares graças para uma sincera penitência, oportunos auxílios e socorros em todas as necessidades e perigos. Alcançai-nos, Senhora, de vosso Divino Filho, pelos Méritos de vossas Dores e lágrimas, a graça .....
Creio, Pai-Nosso, Ave-Maria em honra a Santíssima Trindade.

1ª Dor:
Pela dor que sofrestes ao ouvir a profecia de Simeão, de que uma espada transpassaria o vosso Coração, Mãe de Deus, ouvi a nossa prece!
Ave Maria...

2ª Dor:
Pela dor que sofrestes quando fugistes para o Egito, apertando ao peito virginal o Menino Jesus, para salvar das fúrias do ímpio Herodes, Virgem Imaculada, ouvi a nossa prece!
Ave Maria...

3ª Dor:
Pela dor que sofrestes quando da perda do Menino Jesus por três dias, Santíssima Senhora, ouvi a nossa prece!
Ave Maria...

4ª Dor:
Pela dor que sofrestes quando viste o querido Jesus com a Cruz ao ombro, a caminho do calvário, virgem Mãe das Dores, ouvi a nossa prece!
Ave Maria ....

5ª Dor:
Pela dor que sofrestes quando assististes à morte de Jesus, crucificado entre dois ladrões, Mãe da Divina graça, ouvi a nossa prece!
Ave Maria ....

6ª Dor:
Pela dor que sofrestes quando recebestes em vossos braços o corpo inanimado de Jesus, descido da Cruz, Mãe dos Pecadores, ouvi a nossa prece!
Ave Maria...

7ªDor:
Pela dor que sofrestes quando o Corpo de Jesus foi depositado no sepulcro, ficando vós, na mais triste solidão, Senhora de todos os povos, ouvi a nossa prece!
Ave Maria ....

Oração Final:
Daí-nos Senhora, a graça de compreender o oceano de angústias que fizeram de vós a “Mãe das Dores”, para que possamos participar de vossos sofrimentos e vos consolemos pelo nosso amor e nossa fidelidade. Choramos convosco, ó Rainha dos mártires, na esperança de ter a felicidade de um dia nos alegrarmos convosco no céu.
Amém

23 de março de 2017

Cura de criança brasileira leva os Beatos Francisco e Jacinta Marto à honra dos altares

Os irmãos pastorinhos são os mais jovens beatos não-mártires da história da Igreja Católica

O Papa Francisco aprovou o milagre necessário para a canonização dos Beatos Francisco e Jacinta Marto, videntes de Fátima. A sala de imprensa da Santa Sé anunciou na manhã, deste 23 de março,
A canonização de Francisco (1908-1919) e Jacinta Marto (1910-1920), beatificados a 13 de maio de 2000 pelo Papa João Paulo II, em Fátima, dependia do reconhecimento de um milagre atribuído à sua intercessão.
A data e local para a cerimônia de canonização vai ser decidida num próximo consistório (reunião de cardeais), no Vaticano, marcado para 20 de abril.
A divulgação do decreto que reconhece um milagre atribuído à intercessão dos Beatos Francisco e Jacinta Marto foi feita, após uma reunião do Papa com o cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos.
A postuladora da causa de canonização dos Beatos Francisco e Jacinta Marto, irmã Ângela Coelho, tinha referido que o milagre necessário para a canonização, após a beatificação de 13 de maio de 2010, tinha “todas as condições” para ser validado.
O estudo refere-se a uma cura de uma criança, natural do Brasil.
“É bonito por isto mesmo: duas crianças cuidam de uma criança”, referiu a irmã Ângela Coelho, em entrevista que vai ser transmitida este domingo no programa de uma rede de televisão católica de Portugal.
Os trâmites processuais para o reconhecimento de um milagre, por parte do Papa, acontecem segundo normas estabelecidas em 1983.
A Congregação para as Causas dos Santos (Santa Sé) promove uma consulta médica sobre a alegada cura, para saber se a mesma é inexplicável à luz da ciência atual, feita por peritos; o caso é depois submetido à avaliação de consultores teológicos e de uma sessão de cardeais e bispos.
A aprovação final depende do Papa, que detém a competência exclusiva de reconhecer uma cura como verdadeiro milagre.
A Igreja celebra a 20 de fevereiro a festa litúrgica dos beatos Francisco e Jacinta Marto, dois dos três pastorinhos videntes de Nossa Senhora, em 1917; a data coincide com a da morte da beata Jacinta Marto.
Segundo o testemunho reconhecido pela Igreja Católica, Francisco e Jacinta Marto presenciaram as aparições da Virgem Maria na Cova da Iria e arredores, entre maio e outubro de 1917. Os irmãos pastorinhos são os mais jovens beatos não-mártires da história da Igreja Católica.
A canonização é a confirmação, por parte da Igreja, que um fiel católico é digno de culto público universal (no caso dos beatos, o culto é diocesano e somente a Capela das Aparições do Rio de Janeiro tem essa aprovação fora de Portugal) e de ser dado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.
Fonte: Vatican News e Assessoria de Imprensa do Santuário de Fátima de Portugal
SANTO DO DIA – 23 DE MARÇO – SÃO TURÍBIO DE MOGROVEJO
Bispo (1538-1606)


São Turíbio de Mongrovejo Rebeca Venturini / FC
Turíbio Alfonso de Mongrovejo nasceu na cidade de Majorca de Campos, Leon, na Espanha, em 1538, no seio de uma família nobre e rica. Estudou em Valadolid, Salamanca e Santiago de Compostela, licenciado em direito e foi membro da Inquisição. Sua vida era pautada pela honestidade e lisura, mas, jamais poderia suspeitar que Deus o chamaria para um grande ministério. Quando então foi nomeado Arcebispo para a América espanhola, pelo Papa Gregório XIII, atendendo um pedido do rei Felipe II, da Espanha, que tinha muita estima por Turíbio.

O mais curioso é que ele teve de receber uma a uma todas as ordens de uma só vez até finalizar com a do sacerdócio, para em 1580, ser consagrado Arcebispo da Cidade dos Reis, chamada depois Lima, atual capital do Peru, aos quarenta anos de idade. Isso ocorreu porque apesar de ser tonsurado, isto é, ter o cabelo cortado como os padres, ainda não pertencia ao clero. E, foi assim que surgiu um dos maiores apóstolos da Igreja, muitas vezes comparado a Santo Ambrósio.
Chegando à América espanhola em 1581, ficou espantado com a miséria espiritual e material em que viviam os índios. Aprendeu sua língua e passou a defendê-los contra os colonizadores, que os exploravam e maltratavam. Era venerado pelos fiéis e considerado um defensor enérgico da justiça, diante dos opressores.
Apoiado pela população, organizou as comunidades de sua diocese e depois reuniu assembleias e sínodos, convocando todos os habitantes para a evangelização. Sob sua direção, foram realizados dez concílios diocesanos e os três provinciais que formaram a estrutura legal da Igreja da América espanhola até o século XX. Inclusive, o Sínodo Provincial de Lima, em 1582, foi comparado ao célebre Concílio de Trento. Conta-se que neste sínodo, com fina ironia, Turíbio desafiou os espanhóis, que se consideravam tão inteligentes, a aprenderem uma nova língua, a dos índios.
Quando enviou um relatório ao rei Felipe II, em 1594, dava conta de que havia percorrido quinze mil quilômetros e administrado o sacramento da crisma a sessenta mil fiéis. Aliás, teve o privilégio e a graça de crismar três peruanos, que depois se tornaram santos da Igreja: Rosa de Lima, Francisco Solano e Martinho de Porres.
Turíbio fundou o primeiro seminário das Américas e pouco antes de morrer doou suas roupas, inclusive as do próprio corpo, aos pobres e aos que o serviram, gesto que revelou o conteúdo de toda sua vida. Faleceu no dia 23 de março de 1606, na pequena cidade de Sanã, Peru. Foi canonizado em 1726, pelo Papa Bento XIII, que declarou São Turíbio de Mongrovejo ‘apóstolo e padroeiro do Peru’, para ser celebrado no dia do seu trânsito.
São Toríbio, ou Turíbio, segundo filho do senhor de Mogrebeyo, diocese de Leon, Espanha, nasceu em 16 de Novembro de 1538. Desde a infância revelou gosto acentuado pela virtude e extremado horror ao pecado.
Encontrando um dia uma pobre mulher, acesa de cólera, justamente na ocasião em que havia sofrido uma perda, falou-lhe da maneira mais comovente sobre a falta que estava cometendo e deu-lhe, para acalmá-la, o valor da coisa que havia perdido.
Tinha terna devoção à Santa Virgem. Rezava diariamente o ofício e o rosário e jejuava todos os sábados que lhe eram dedicados. Durante o tempo em que freqüentou as escolas públicas, reservava sempre uma porção do seu dinheiro, embora pequena, para ajudar os pobres. Levava tão longe as austeridades da mortificação que houve necessidade de moderar-lhe o zelo.
Iniciou os estudos superiores em Valladolid, e terminou-os em Salamanca. O rei Felipe II, que o conheceu bem cedo, dedicava-lhe muita consideração. Recompensou-lhe os méritos com cargos destacados, fê-lo presidente ou primeiro magistrado de Granada. O santo desempenhou essas funções durante cinco anos com integridade, prudência e virtude que lhe mereceram estima geral. Era assim que Deus preparava os caminhos para sua elevação na Igreja.
O Peru tinha sido conquistado por aventureiros espanhóis e por outros que já se tinham estabelecido. Daí advirem muitos males, aos quais a religião devia dar solução. O arcebispado de Lima estava vacante. São Turíbio para lá foi enviado na qualidade de arcebispo, nomeado pelo rei. Jamais, talvez, se tenha visto escolha mais universalmente aprovada do que esta. Turíbio era tido como o único homem capaz de sanar os males da igreja daquele país. O santo sentiu-se consternado ao saber da notícia de sua nomeação. Atirou-se aos pés do crucifixo e desfeito em lágrimas rogou a Deus não permitisse que lhe impusessem um fardo que não poderia deixar de esmagá-lo. Escreveu a conselho do rei cartas em que expunha sua incapacidade em cores carregadas. Passou em seguida aos cânones da Igreja que proibia fossem elevados ao episcopado. Mas não deram atenção às cartas e necessário foi que ele desse seu consentimento. Sua humildade todavia não ficou sem recompensa. Foi para ele a fonte dessas graças abundantes cujo efeito se manifestou depois no exercício do ministério.
Turíbio quis receber as quatro ordens menores em quatro domingos diferentes a fim de ter tempo de desempenhar as funções delas. Depois recebeu as outras ordens e finalmente foi sagrado bispo. Embarcou sem demora para o Peru e desembarcou perto de Lima em 1581. Estava nessa época com 43 anos de idade. A diocese de Lima tinha cento e trinta léguas de extensão ao longo da costa e compreendia além de várias cidades, número incontável de vilas e lugarejos dispersos pela dupla cadeia dos Andes que figura entre as maiores do universo.
O santo arcebispo não desesperou, absolutamente, à vista dessa imensa região, que se tornava mãos difícil pelas urzes e espinheiros. Uma prudência consumada aliada ao zelo ativo e vigoroso, simplificaram-lhe as dificuldades. Pouco a pouco conseguiu extirpar os escândalos públicos e estabelecer o reino da piedade sobre as ruínas do vício.
Imediatamente após sua chegada, empreendeu a visita da vasta diocese. Não é possível fazer-se idéia justa das fadigas e perigos que tenha suportado, Viam-no subir as montanhas escarpadas, cobertas de gelo ou de neve, a fim de levar palavras de consolo e de vida às pobres cabanas dos índios. Quase sempre viajava a pé e como os trabalhos apostólicos não frutificam senão quando Deus os auxilia, orava e jejuava sem cessar, para atrais a misericórdia divina sobre as almas confiadas aos seus cuidados.
Por toda a parte colocava pastores sábios e zelosos e procurava obter o socorro da instrução e dos sacramentos para aqueles que habitavam nos rochedos mais inacessíveis. Persuadido de que a mantença da disciplina influi muito sobre os costumes, fez disso um dos objetivos mais importantes da sua solicitude. De acordo com o concílio de Trento e um breve de Gregório XIII, estabeleceu que para o futuro, de dois em dois anos, haveria um sínodo diocesano; e, de sete em sete nos, concílios provinciais.
Com relação aos escândalos do clero era flexível, sobretudo quando se tratava da avareza. Desde que os direitos de Deus e do próximo estivessem sendo lesados, tomava a defesa deles, sem olhar para a condição das pessoas. Mostrava-se ao mesmo tempo, o flagelo dos pecadores públicos e o protetor dos oprimidos. A firmeza do seu zelo suscitou perseguições dos governadores do Peru, que, antes da chegada do virtuoso vice-rei Francisco de Toledo, não se envergonhavam de tudo sacrificar às suas paixões e aos seus interesses particulares. Não lhes opôs senão a paciência e a doçura, sem todavia nada relaxar da santidade das regras. E como alguns maus cristãos dessem à lei de Deus uma interpretação que favorecia as inclinações desregradas da natureza, lembrou-lhes que Jesus se intitulava a verdade e não o costume, e que no tribunal dele nossas ações seriam pesadas, não na falsa balança do mundo, mas na balança do santuário.
Com tal comportamento, o santo arcebispo não podia deixar de extirpar os abusos mais inveterados. Assim, viu-os desaparecerem um a um, até quase todos. As máximas do Evangelho ganharam consideração e foram praticadas com fervor digno dos primeiros séculos do cristianismo.
Turíbio para estender e para perpetuar a obra de seu zelo, conformou-se em tudo às regras do concílio de Trento, fundou seminários, igrejas, hospitais, sem querer que seu nome fosse inserto nas atas da fundação. Quando estava em Lima, visitava todos os dias os pobres doentes dos hospitais, Consolava-os com bondade paternal e lhes administrava ele mesmo, os sacramentos. Quando a peste atacou boa parte de sua diocese, privou-se do necessário, a fim de prover as necessidades dos infelizes, recomendou-lhes a penitência como o único meio de apaziguar o céu irritado. Assistiu às procissões com lágrimas nos olhos. E, de olhar fixo no crucifixo ofereceu a Deus a vida pelo seu rebanho.
A esses atos de religião, juntou orações, vigílias, jejuns extraordinários, que continuou durante o tempo em que a peste fez sentir seus malefícios. Afrontava os maiores perigos, quando se tratava de obter para uma alma a menor vantagem espiritual. Quis dar sua própria vida pelo rebanho. Estava disposto a tudo sofrer por amor daquele que resgatara os homens por ter derramado seu sangue.
Quando sabia que os pobres índios erravam pelas montanhas e nos desertos, experimentava os sentimentos do bom pastor e ia procurar as ovelhas desgarradas. A esperança de trazê-los de volta para o aprisco, sustinha-o no meio de fadigas e perigos que era obrigado a enfrentar.
Viam-no percorrer sem medo medonhas solidões, habitadas por leões e tigres. Por três vezes visitou sua diocese. A primeira visita durou sete anos, a segunda cinco e a terceira pouco menos. A conversão de grande multidão de infiéis foi o resultado delas. O santo, quando a caminho, se ocupava com orar ou coisas espirituais. Seu primeiro cuidado, chegando a qualquer lugar, era ir à igreja expandir o coração aos pés do altar. A instrução dos pobres o retinha algumas vezes dois ou três dias no mesmo lugar, embora lá faltassem as coisas mais necessárias à vida. Os lugares mais inacessíveis eram honrados com sua presença.
Em vão lhe descreviam os perigos aos quais expunha a vida. Respondia que Jesus Cristo tinha descido do céu para salvação dos homens e que um pastor devia estar disposto a todos os sofrimentos para a glória de Cristo. Pregava e catequizava com zelo infatigável. E foi para melhor desempenhar essa função, que aprendeu, já em idade bem avançada, as diferentes línguas que falavam os selvagens do Peru.
Rezava todos os dias a missa com piedade angelical, meditando longamente antes e depois dela. Confessava-se ordinariamente todas as manhãs, para se purificar perfeitamente das menores impurezas. A glória de Deus era o fim de toas as suas palavras e de todas as suas ações, o que fazia sua oração contínua. Não obstante tinha ainda horas marcadas, para rezar, quando, então, se retirava e conversava com Deus das necessidades suas, bem como da dos rebanho. Nesses momentos, brilhava-lhe no rosto certo êxtase. A humildade nele não era inferior às demais virtudes. Por isso, escondia as mortificações e outras obras. A caridade para com os pobres era imensa. Sua liberalidade abraçava-os indistintamente. Interessava-se, entretanto, de maneira particular pelas necessidades dos pobres envergonhados.
São Turíbio foi atacado por uma doença em Santa, cidade que dista de Lima cento e dez léguas. Estava então ocupado com a visita à diocese. Predisse a própria morte e prometeu uma recompensa a quem lhe afiançasse que os médicos já não tinham esperanças com relação a sua vida. Deu aos criados tudo quanto lhes servia para uso. Seus bens restantes foram distribuídos entre os pobres. Por vontade sua, levaram-no à igreja, onde recebeu o viático. Mas foi obrigado a receber a extrema-unção, acamado.
Repetia continuamente as palavras de São Paulo: “Desejo ser libertado das cadeias do corpo, para unir-me a Jesus Cristo”. Nos derradeiros momentos de vida, fez com que os que se encontravam ao redor do leito cantassem: “Alegrai-me com o que me foi dito: Iremos para a morada do Senhor”.
Morreu em 23 de Março de 1606, dizendo com o Profeta: “Senhor, em vossas mãos coloco minha alma”. No ano seguinte transportaram-lhe o corpo para Lima, Encontraram-no, então, intacto. O biógrafo que relata sua vida, e os atos da canonização, diz que, enquanto vivo, ressuscitou um morto e curou vários enfermos. Após a morte, operou inúmeros milagres, por sua intercessão.
Turíbio foi beatificado em 1679 por Inocêncio XI e canonizado em 1726 por Bento XIII.