15 de setembro de 2014

Nossa Senhora das Dores nos aponta para uma Nova Vida


 “Quero ficar junto à cruz, velar contigo a Jesus e o teu pranto enxugar!”
Assim, a Igreja reza a Maria neste dia, pois celebramos sua compaixão, piedade; suas sete dores cujo ponto mais alto se deu no momento da crucifixão de Jesus. Esta devoção deve-se muito à missão dos Servitas – religiosos da Companhia de Maria Dolorosa – e sua entrada na Liturgia aconteceu pelo Papa Bento XIII.
A devoção a Nossa Senhora das Dores possui fundamentos bíblicos, pois é na Palavra de Deus que encontramos as sete dores de Maria: o velho Simeão, que profetiza a lança que transpassaria (de dor) o seu Coração Imaculado; a fuga para o Egito; a perda do Menino Jesus; a Paixão do Senhor; crucifixão, morte e sepultura de Jesus Cristo.
Nós, como Igreja, não recordamos as dores de Nossa Senhora somente pelo sofrimento em si, mas sim, porque também, pelas dores oferecidas, a Santíssima Virgem participou ativamente da Redenção de Cristo. Desta forma, Maria, imagem da Igreja, está nos apontando para uma Nova Vida, que não significa ausência de sofrimentos, mas sim, oblação de si para uma civilização do Amor.
Neste final de Memória de Nossa Senhora das Dores, algumas antífonas das Liturgias dos nossos irmãos do Oriente:
"Não chores por Mim, ó Mãe que contemplas na tumba o Filho
Que concebeste virginalmente no seio,
Visto que ressurgirei e serei glorificado!

E, na glória sem fim, glorificarei, na Minha qualidade de Deus
Os que te louvam com fé e amor!'"
"Vendo sobre a cruz o Cordeiro, o Pastor e Salvador do mundo,
Aquela que Te concebeu diz, em suas lágrimas:
O mundo se alegra por receber a redenção
E minhas entranhas se consomem à vista da crucifixão
Que Tu sofres por nós, ó meu filho e meu Deus!"

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

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