25 de setembro de 2014

São Cléofas

saojudasCléofas é um dos dois discípulos que no dia da ressurreição de Jesus Cristo, voltando a Emaús ao término das celebrações pascais, foram alcançados na estrada e acompanhados pelo Ressuscitado, que reconheceram somente depois de terem sido advertidos e terem generosamente oferecido hospitalidade. “Nós esperávamos que fosse ele quem iria redimir Israel; mas…” Nas palavras que os dois discípulos dirigem ao desconhecido há um tom de frustração comum a todos os apóstolos naquela hora de provação. “É verdade que algumas mulheres, que são dos nossos, nos assustaram.” Deste reflexo de esperança, o desconhecido faz penetrar a luz da Boa Nova, explicando-lhes as Escrituras e depois, aceitando o convite deles: “Fica conosco, porque a noite está chegando e o dia está para acabar”; revela-se “ao partir o pão”, o gesto eucarístico da última ceia, à qual também Cléofas devia estar presente. Mas não é só este o privilégio do qual podia orgulhar-se. Se dermos uma olhada à etimologia do seu nome, descobrimos que Cléofas e Alfeu são a transcrição e a pronúncia do mesmo nome hebraico Halphai, ou dois nomes usados pela mesma pessoa. Presume-se por isso que Cléofas e Alfeu seja o pai de Tiago, o Menor e José, isto é, primos do Senhor. No evangelho de João, Maria, mãe de Tiago e José, é chamada de esposa de Cléofas, e irmã, em sentido mais ou menos próprio, da Mãe de Jesus. O historiador palestino Egesipo afirma que Cléofas é irmão de São José e pai de Judas e Simão, eleito, este último para suceder Tiago Menor, como bispo de Jerusalém. Fazendo os cálculos, podemos identificar no emocionado discípulo de Emaús e Cléofas; que João chama de marido da irmã de Nossa Senhora, aquela Maria de Cléofas, presente com as outras piedosas mulheres ao drama do Calvário. Como Maria de Cléofas é mãe de Tiago Menor, de José, de Judas e de Simão, naturalmente Cléofas é o pai deles. Pai de três apóstolos! Segundo Eusébio e São Jerônimo, Cléofas era natural de Emaús. Em Emaús, conforme uma antiga tradição Cléofas, “testemunha da Ressurreição”, foi trucidado por seus conterrâneos, intolerantes do seu zelo e da sua certeza de fé no Messias ressuscitado. São Jerônimo nos assegura que já no século IV sua casa tinha sido transformada em igreja. O Martirológio Romano inseriu seu nome na data de hoje e confirmou seu martírio acontecido pelas mãos dos judeus.

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