15 de outubro de 2014

Maria – Nosso Modelo

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Ele olhou para a humildade de sua serva (Lc 1,48)
Maria é nosso mais belo e encantador modelo. No divino Salvador, desejo e ação eram uma só e mesma coisa; por isso, em sentido próprio, ele não pode ser nosso modelo. Mas nela o desejo – e seu desejo era Jesus (o Messias) – tornou-se perfeita ação: “Bendito é o fruto de vosso ventre, Jesus” (Lc1,42). Seus anelos atraíram à terra o Salvador e fizeram-no encarnar-se em seu seio virginal. Na ordem natural todas as diversas tensões buscam o perfeito equilíbrio; o mesmo acontece no domínio sobrenatural. Tudo tende para a polarização, tudo está em movimento.
A suprema majestade divina é atraída especialmente pela mais profunda pequenez. “Grandes coisas fez em o Onipotente; lançou um olhar de benevolência sobre a sua humilde serva” (lc 1,49-49). Quando o homem se eleva em seu orgulho, querendo ser como Deus (Gn 3,5), pela mesma lei é repelido por Deus: Derruba do trono os poderosos (Lc 1,52).
Maria foi a humilde serva do Senhor e assim permaneceu. Estava para com Deus em total disponibilidade. Jamais tomou atitude calculada em relação à vontade de Deus; não hesitava na escolha para dizer sim ou não. Se compreendêssemos profundamente p ser de Deus, não teríamos que investigar se é bom para nós o que Deus nos pede – seria já atrevimento; só temos que estar prontos e agir. “Fazei tudo o que ele vos disser” (Jo 2,5). Esta é a única atitude espiritual que convém ao homem perante Deus, à criatura em relação a seu Criador. Neste espírito de entrega total, Maria é para nós o mais belo ideal.
Com esse espírito, que é nosso espírito de família, devemos apresentar-nos perante Deus, devemos tornar-nos um com ele; então nossos desejos se transformarão em atos. Cristo será o objeto de nossos desejos; nossa ação será tanto dele como nossa.
Retirado do Livro: Bem-aventurados os que tem fome

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