22 de novembro de 2014

ABORTO JAMAIS! A MULHER TEM OUTRAS OPÇÕES - ARTIGO ESCRITO PELA CATEQUISTA MÔNICA ROMANO



Aborto não!A história é a seguinte:  jovem de mais ou menos 15 anos, grávida, o filho não é de seu noivo, ela não tem muita instrução, não tem apoio familiar e se descobrem o fato, ela sabe que será levada aos muros da cidade e será morta. Seria o aborto sua única opção? O aborto é a opção escolhida por muitas jovens neste país e no mundo, mas não é a única opção.Embora o Brasil conte com leis que criminalizam o aborto e o tornem legal, apenas em três ocasiões, um número grande de mulheres optam por esta prática.

E ele se tornou bandeira dos que são prós e dos que são contra.

Os homens não têm parâmetros para avaliar o que é fazer um aborto. As mulheres que são rés e vítimas ao mesmo tempo são as únicas que detém o poder de vida ou de morte sobre o ser humano. Embora a ciência continue desmistificado que um feto não é um ser humano, nós sabemos que no momento da fecundação existe de fato uma vida. Temos tudo o que é necessário para sermos homens, e eu diria até antes, pois Deus nos conhece antes de sermos gerados, mesmo assim o ser humano depende de uma mulher para conhecer a luz do dia. Mulheres que geralmente praticam ao aborto são levadas por várias circunstâncias a fazê-lo; medo, vergonha, impossibilidade de sustento, constrangimento, dependência emocional, problemas financeiros e egoísmo.

Mas elas sabem que estão fazendo algo errado, algo sujo, que deve ser escondido ou pago a alto preço, e muitas vezes este preço é o da própria vida. Mas será que eu tenho capacidade para julgar o que é certo ou errado? Não digo julgar, mas eu garanto que como mulher já passei por situações muito próximas disso. Hoje tenho duas filhas, mas minha experiência com a maternidade começou justamente com um aborto. Não um aborto provocado, pois já tinha ciência o suficiente do quão importante é a vida. Um aborto natural, espontâneo, fui muito bem tratada pelos médicos, tive todo o aparato de que se é necessário para “limpar” o corpo de uma gravidez que não deu certo, e mesmo assim eu posso lhes garantir, nunca senti dor tão grande,, e digo física mesmo. Maior que esta dor é o vazio; ainda hoje me pego pensado como seria aquele filho, seria um menino, seria uma menina, seria parecido com o pai, comigo? E no meu caso, nem um feto existia... na medicina é o que chamam ovo cego, minha fecundação não se desenvolveu como deveria, mas as condições para gravidez foram mantidas até o limite aceitável pelo corpo.

As mesmas mulheres que defendem o direito ao corpo, e a descrimilização do aborto com certeza são aquelas que não passaram pelo sofrimento que esta prática pode causar, se não fisicamente, mas psicologicamente. Li diversos depoimentos de mulheres que recorreram a esta prática, muitas perderam a condição de ser mãe algum dia, devido aos conselhos errados, tomaram medicamentos que acabaram provocando infecções tão graves que lhes custou a perda de órgãos de reprodução, algumas tiveram complicações mais graves com perfuração e grande hemorragia, isto quando não perderam a própria vida. Mas o mal que nunca conseguem superar se chama culpa. Alguns padres relatam que muitas mulheres recorrem ao confessionário esperando se livrar da culpa, Deus concede seu perdão pois sabe que elas de fato estão arrependidas, mas elas não se perdoam, a culpa parece persegui-las. Algumas conseguem uma segunda chance, encontram um amor, formam uma família, têm outros filhos, mas o vazio continua lá.

Alguém poderá dizer, mas não é justo que uma mulher suporte o fardo de carregar o filho de um estuprador. Sim, também já pensei assim, mas além de ser filho de um estuprador é também seu filho, e não tem culpa do erro dos outros, merece ele, um ser inocente ser condenado a não ver a luz? Mulheres que optaram por levar a gravidez a termo tinham a possibilidade de entregar seus filhos para adoção, mas a grande maioria quis ficar com eles, e são felizes com a decisão.

A má formação fetal é outro motivo pelo qual se pode abortar legalmente, e algumas mulheres mesmo sabendo dos riscos que corriam levaram a gravidez a termo, e mesmo por poucas horas puderam ser mães. Toda gravidez gera riscos para vida da mulher, por isso o corpo se encarrega de interromper a gravidez quando este risco é eminente. A lei existe, mesmo assim ela não é capaz de impedir que pessoas inescrupulosas ganhem "rios de dinheiro" com clinicas clandestinas. Não é capaz de impedir os diversos anúncios na internet sobre a venda de remédios que provocam o aborto, não impede que pessoas levianas dêem receitas de como se abortar, não impede que mulheres morram sem o aparato médico necessário. E creia-me, não sei se hoje em dia isto ainda ocorre, mas antigamente, uma mulher que chegasse ao hospital com aborto provocado sofria muito, pois não eram lhe administrados medicamentos para alívio de sua dor, eram tratadas com sarcasmo e até com certo desprezo.

Creia-me por mais difícil que seja, e eu sei o que é assumir uma gravidez, mesmo sozinha, mesmo sem recursos, é melhor que se submeter a “açougues” que chamam de clínicas, é melhor que colocar a vida em risco tomando chás e medicamentos duvidosos, é melhor que corromper sua alma, é melhor que conviver com a eterna culpa. Ninguém pode julgar uma moça por engravidar na adolescência, ninguém engravida sozinho, responsabilidades têm que ser assumidas. Recursos para manter uma criança existem. Muitas instituições cuidam de mulheres assim. Uma mulher é capaz de criar seu filho sozinha, e um dia se orgulhar dele. Muitos casais estão a espera de um bebê para chamar de seu. Quem comete este crime horrível, está matando mais uma vez um inocente, está sujando suas mãos com sangue inocente. E sangue inocente já foi derramado na cruz para salvar muitas almas. Não faça parte disto. Aborto, não. Você tem opções.

A propósito, a jovem de quem eu falava no começo do texto se chama Maria, seu noivo, José, e ela escolheu confiar em Deus e em seu noivo, e nasceu Jesus.

Mônica Romano é catequista em Belo Horizonte, Minas Gerais, e colaborador do portal Catolicismo Romano. 

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