17 de março de 2016

BOLETIM INFORMATIVO RÁDIO VATICANO - 

Papa e Santa Sé

 

 

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Atualidades

 

Papa e Santa Sé

 

Papa: Crucifixo não é ornamento, é Mistério do "aniquilamento"

  

◊Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco iniciou suas atividades esta terça-feira, (15/03), celebrando a Missa na Casa Santa Marta.  Em sua homilia, Francisco falou de um animal que, na Bíblia, se refere à história da salvação: a serpente. Trata-se do primeiro animal citado no Gênesis e o último no Apocalipse. Um animal que, nas Escrituras, é símbolo poderoso de danação e misteriosamente, afirmou o Papa, de redenção. Para explicar esse simbolismo, o Pontífice entrelaçou a leitura extraída do Livro dos Números com o trecho do Evangelho de João. A primeira contém o célebre passo do povo de Israel que, cansado de vagar pelo deserto com pouco comida, insulta Deus e Moisés. Também aqui os protagonistas são as serpentes, por duas vezes. Primeiramente, são lançadas do céu contra o povo infiel, que semeiam medo e morte até que a multidão implora a Moisés para que peça perdão. E depois, entra em cena outra serpente: “Deus diz a Moisés: ‘Faze uma serpente abrasadora (de bronze) e coloca-a como sinal sobre uma haste; aquele que for mordido e olhar para ela viverá’. É misterioso: O Senhor não deixa as serpentes morrerem. Mas se uma delas fizer mal a uma pessoa, que olhe para aquela serpente de bronze e se curará. Elevar a serpente”. 

 

EU SOU

 

O verbo “elevar”, ao contrário, está no centro do duro confronto entre Cristo e os fariseus descrito no Evangelho. A um certo ponto, Jesus afirma: “Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, estão sabereis que EU SOU. Antes de mais nada, pontua Francisco, “EU SOU” é também o nome que Deus havia dado a Si mesmo a Moisés para que comunicasse aos israelitas. E ainda, acrescenta o Papa, existe aquela expressão que retorna: “Elevar o Filho do Homem”. “A serpente, símbolo do pecado. A serpente que mata. Mas uma serpente que salva. E este é o Mistério do Cristo. Paulo, falando deste Mistério, diz que Jesus esvaziou a si mesmo, humilhou a si mesmo, aniquilou-se para nos salvar. É ainda mais forte: ‘Fez-Se pecado’. Usando este símbolo fez-Se serpente. Esta é a mensagem profética das Leituras de hoje. O Filho do Homem, que como uma serpente, ‘feito pecado’, é elevado para nos salvar”. Esta, diz o Papa, “é a história da nossa redenção, esta é a história do amor de Deus. Se nós queremos conhecer o amor de Deus, olhemos ao Crucifixo: um homem torturado”, um Deus, “esvaziado da divindade, sujo pelo pecado”. Mas um Deus que, conclui, aniquilando-se destrói para sempre o verdadeiro nome do mal, aquele que o Apocalipse chama “a serpente antiga”: “O pecado é obra de Satanás e Jesus vence Satanás ‘fazendo-Se pecado’ e de lá eleva todos nós. O Crucifixo não é um ornamento, não é uma obra de arte, com tantas pedras preciosas, como se vê por aí: o Crucifixo é o Mistério do ‘aniquilamento’ de Deus, por amor. E aquela serpente que no deserto profetiza a salvação: elevado e quem quer que o olhe será curado. E isso não foi feito com a varinha mágica de um deus que faz coisas: não! Foi feito com o sofrimento do Filho do Homem, com o sofrimento de Jesus Cristo!”. (BF/RB)

 

Papa anuncia data de canonização de Madre Teresa

  

◊Cidade do Vaticano (RV) - Madre Teresa de Calcutá será inscrita no álbum dos Santos no domingo, 4 de setembro. Foi o que anunciou o Papa na manhã desta terça-feira, (15/03), durante um Consistório. Francisco dispôs ainda as datas para a canonização de outros novos quatro futuros santos: Em 5 de junho: Estanislau de Jesus Maria (João Papczy?ski) e Maria Elisabeth Hesselblad Em 16 de outubro: José Sánchez Del Río e José Gabriel Del Rosario Brochero 

 

"Milagre brasileiro"

 

milagre que elevará Madre Teresa à glória máxima dos altares foi reconhecido pelo Vaticano e atribuído à futura santa pela cura inexplicável de um brasileiro, hoje com 40 anos. A Rádio Vaticano contatou, em Santos (SP), o Padre Caetano Rizzi, promotor de Justiça no processo diocesano que avaliou o caso do miraculado por intercessão de Madre Teresa.  (rb)

 

Santa Sé denuncia crimes contra a humanidade na Síria

  

◊Genebra (RV) - Enquanto a guerra na Síria entra no sexto ano, a Santa Sé denunciou no Conselho de Direitos Humanos nesta terça-feira, (15/03), os crimes contra a humanidade “frequentes, impunes e diários contra a população civil”. “Acontecimentos recentes vindos da Síria parecem reforçar o sentimento de abandono diante de uma infindável tragédia humana causada pela continuação do conflito e o êxodo dos refugiados, pelo desrespeito dos direitos humanos e das leis humanitárias internacionais”, disse Monsenhor Richard Gyhra, encarregado interino da Missão Permanente da Santa Sé em Genebra.

 

Diversidade

 

O diplomata vaticano disse ainda que é “urgente” enviar assistência humanitária imediatamente, e que todas as partes devem ser envolvidas no processo de paz. “Uma dimensão crucial a ser observada na construção sustentável do processo de paz é o respeito pela sociedade pluralística, na qual minorias étnicas, religiosas e linguísticas têm reconhecidos seus lugares como membros integrais da sociedade e do Estado sírio”, defendeu. “A sobrevivência e o bem-estar destas minorias continuou são a garantia de um Estado democrático, respeitoso das diferenças”. E concluiu: “Na verdade, reconhecer os seus direitos não enfraquece o Estado, pelo contrário, o enriquece e reforça. Neste sentido, o retorno de refugiados e deslocados internos é uma condição essencial para a reconciliação, reconstrução e sustentabilidade para qualquer solução do conflito”. (rb)

 

Card. Parolin: que o Ano Santo leve paz à Síria

  

◊Roma (RV) - O Cardeal Pietro Parolin visitou nesta terça-feira (15) uma exposição nas dependências do Senado italiano sobre a história dos Jubileus. Na ocasião, o secretário de Estado do Vaticano falou sobre a situação vivida na Síria: “é nosso grande desejo que o Ano Santo possa trazer consequências em nível político, no sentido de parar com a guerra na Síria. Para o povo é uma situação insustentável, os sofrimentos inenarráveis dessa população devem encontrar eco nos nossos corações e nos corações dos políticos”. A comunidade internacional espera resultados oriundos dos colóquios de Genebra, mas positiva é também a retirada da Rússia. O cardeal comentou que “as tentativas se repetem. Esperamos que tenham sucesso. Sinais positivos eu não sei porque até agora não tiveram sucesso. Vamos ver se com esses últimos movimentos, com a retirada da Rússia, se tudo isso pode levar a um progresso nas tratativas e ao alcance de uma solução política”.

 

A mostra é um presente ao Papa

 

A exposição no Senado leva o nome de “Antiquorum habet” e fica aberta até maio. A exposição oferece aos peregrinos e visitantes a possibilidade de aprofundar a história dos Jubileus, de 1.300 aos nossos dias, dos itinerários dos fiéis à história das basílicas patriarcais: manuscritos e livros, antigos e modernos, jornais e revistas, fotografias provenientes de livrarias e arquivos do Senado da República da Itália. Para o Card. Parolin, a mostra “é um sinal de atenção” para o Ano Santo. Para o presidente do Senado, Pietro Grasso, “a mostra quer ser um presente ao Bispo de Roma, Papa Francisco, há um ano exato do seu anúncio, na Basílica de São Pedro, do Jubileu da Misericórdia, que coincide com os três anos da sua eleição ao pontificado”. Ele enalteceu que “as relações entre Estado e Igreja na Itália demonstram também aos outros países como a colaboração é sempre possível e sobretudo necessária, inclusive quando os valores da solidariedade, do acolhimento, da assistência se transformam no objetivo comum de instituições e cidadãos”. Para quem não tem condições de visitar a mostra, tem a possibilidade de consultar, sempre gratuitamente e de qualquer parte do mundo, o patrimônio da exposição através do site: http://antiquorum-habet.senato.it. (AC)

 

Papa condena "ato hediondo" na Turquia

  

◊Cidade do Vaticano (RV) - O Papa enviou uma mensagem de solidariedade ao presidente da Turquia após o atentado de domingo que vitimou 37 pessoas na capital Ancara, classificando-o como um “ato hediondo de violência”.  “Profundamente entristecido ao saber da trágica perda de vidas provocadas pelo ataque a bombas em Ancara, o Papa Francisco manifesta ao povo turco a sua proximidade espiritual e solidariedade”, refere o telegrama de pesar divulgado assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin e divulgado na segunda-feira (14/03) pela Sala de Imprensa da Santa Sé. O texto foi endereçado ao Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan. O Papa “reza pelo descanso eterno das vítimas” e por todos os que choram a sua perda, bem como pela “recuperação dos que foram afetados” pelo atentado. Francisco agradece ainda o “generoso serviço” prestado pelas equipes de socorro e as forças de segurança, invocando “os dons divinos da paz, da cura e da força” para a Turquia. O ataque de domingo foi o terceiro atentado suicida em seis meses. Pelo menos 37 pessoas morreram e mais de uma centena ficaram feridas quando um carro-bomba bateu contra a traseira de um ônibus, na capital turca.

 

Papa Francisco no Instagram a partir do próximo sábado

  

◊Roma (RV) - A novidade foi dada pelo prefeito da Secretaria para a Comunicação do Vaticano, Mons. Dario Edoardo Viganò. Depois da experiência com o Twitter, o Papa Francisco percorre novos caminhos das redes sociais e chega ao Instagram. A conta oficial do Pontífice, com o nome “Franciscus”, entra no ar no dia 19 de março, festa de São José.

 

O Papa Apple

 

Mons. Viganò deu a notícia durante a apresentação do seu livro nesta segunda-feira (14), em Roma. A obra é intitulada “Fedeltà e cambiamento - La svolta di Francesco raccontata da vicino”, (Fidelidade e mudança a reviravolta de Francisco contada de perto). O autor ilustra a revolução comunicativa de Bergoglio como “um Papa Apple com interface simples e um sistema complexo, um homem de grande cultura que sabe explicar as coisas às crianças”. Com os jornalistas, Mons. Viganò falou das novas modalidades de comunicação introduzidas pelo Papa argentino que pode se definir “um perfeito contador de histórias”: “Francisco segue os grandes ensinamentos da Igreja mas, ao mesmo tempo, mudou muito o seu modo de comunicar o pontificado: não somente simplificando a figura do Pontífice, mas também contando história e parábolas. Basta pensar nas homilias de Santa Marta, pelas quais entra nos sentimentos das pessoas através do Evangelho”, disse ele.

 

Reforma da mídia do Vaticano

 

Questionado sobre a reforma da mídia do Vaticano, o prefeito explicou que “a plataforma digital pretende repensar de forma unitária e de acordo com o modelo top-down (estratégia de elaboração e administração da informação que parte de um sistema geral às partes individuais e detalhadas) para compreender quem são os usuários. Faremos confluir em um único portal os textos, a rádio e os vídeos. Começamos a fazer grupos de trabalho mistos para juntar todas as coisas boas que existem”. Mons. Viganò explicou que podem ser necessários cerca de 5 anos para a reforma da mídia do Vaticano. “Este será um ano importante porque vai ocorrer a fusão de TV e Rádio”, num único “Centro de Rádio e TV Vaticano”. “A ideia não é cortar, mas passar aos investimentos. Queremos que cada euro gasto tenha tanto a força comunicativa quanto a semente de missão apostólica”, finalizou Viganò. (Zenit/AC)

 

Igreja na América Latina

 

Paraguai: proximidade entre bispos e religiosos prioritária para missão

 

◊Assunção (RV) - “Favorecer a integração e a proximidade entre bispos e religiosos é essencial para a missão”: com essa premissa realizou-se dias atrás a Assembleia conjunta entre os bispos da Conferência Episcopal e os superiores gerais da Conferência de religiosos e religiosas do Paraguai, na qual analisaram a realidade social e econômica nacional, à luz da Exortação apostólica “Evangelii Gaudium” do Papa Francisco e dos desafios atuais da Igreja. Reunidos na Casa da família salesiana de Ypacaraí, bispos e religiosos buscaram respostas concretas para melhorar o serviço à missão, em sintonia com o Magistério do Papa Francisco que convida a optar preferencialmente pelos pobres e os excluídos e a levar o Evangelho até às periferias existenciais.

 

Ouvir o grito dos pobres

 

Contando com a contribuição de economistas e sociólogos, a Assembleia pôde refletir sobre a situação atual no país, onde a desigualdade e a exclusão são “patológicas”. Em seu pronunciamento centralizado na dimensão social da evangelização, o Ordinário militar, Dom Adalberto Martínez, recordou que na “Evangelii Gaudium” o Papa denuncia as idolatrias do mundo de hoje apresentando, entre os desafios a serem enfrentados, a rejeição a uma economia de mercado, à idolatria do dinheiro e à iniquidade que gera violência. O Ordinário militar lembrou que “a opção pelos pobres implica ouvir o grito deles, dar-lhes voz e trabalhar com afinco para transformar as estruturas que impedem a plena integração destes na sociedade”.

 

Falta de equidade do sistema tributário

 

Especificamente, Dom Adalberto denunciou a falta de equidade na redistribuição da riqueza, resultado de uma estrutura tributária que deveria mudar para que aqueles de maior renda paguem mais impostos. “Existem setores privilegiados que não pagam nem mesmo aquilo que deveriam por justiça”, ressaltou o bispo, explicando que na composição do PIB (Produto Interno Bruto) o setor agroindustrial representa cerca de 25%, mas sua contribuição ao Estado, em termos tributários, é somente de 5%. Por outro lado, acrescentou, o ICMS (Imposto Circular de Mercadorias e Serviço), que representa 60% das entradas tributárias do Estado, é pago pelos mais pobres que não faturam e que são somente os usuários finais. “Dom Adalberto ressaltou que o tema da alimentação é urgente e prioritário, recordando que, como afirma o Papa Francisco, não se trata apenas de assegurar o alimento, mas de garantir prosperidade e, com ela, a educação, a saúde e o trabalho.”

 

O anúncio do Evangelho sem adiamentos e sem medos

 

Por sua vez, o Frade capuchinho Mariosvaldo Florentino falou sobre a “conversão radical” proposta pelo Papa Francisco na “Evangelii Gaudium”, a qual tem como fundamento o retorno a Cristo e ao Evangelho, à misericórdia, à conversão e à urgência de sair ao encontro da “ovelha perdida”. Nesse sentido, o religioso franciscano recordou que o verdadeiro cristão não deve “copiar o estilo do Mestre” simplesmente para parecer com Ele, reiterando que a Igreja deve, aliás, aprofundar a consciência de si mesma e meditar sobre o mistério que lhe é próprio. “Fiel ao modelo do Mestre, é vital que hoje a Igreja saia para anunciar o Evangelho a todos, em todos os lugares, em toda ocasião, sem adiamentos, sem mais tardar e sem medos”. (RL)

 

Igreja no Mundo

 

Igreja sul-africana no Ano jubilar: trabalhar pela superação do racismo

  

◊Pretória (RV) - Combater o racismo “construindo e desenvolvendo relações de igualdade, dignidade e respeito recíproco”: é o que escreve a Conferência Episcopal da África do Sul (Sacbc) numa Carta pastoral assinada pelo presidente dos bispos sul-africanos, Dom Stephen Brislin, intitulada “Apelo a superar o racismo”. “Precisamos dialogar claramente para enfrentar, de modo sério e adequado, as divisões raciais em nosso país”, ressaltam os bispos. “Efetivamente, para estarmos prontos para receber de Deus a cura precisamos de um diálogo racional e respeitoso.”

 

Resolver desigualdades econômicas e sociais provocadas pelo racismo

 

Em seguida, recordando o longo percurso da África do Sul para a conquista de “liberdade e direitos democráticos”, a Conferência episcopal evidencia a importância de enfrentar “as questões oriundas do trauma social” vivido pelo país “durante séculos de colonialismo e décadas de violências perpetradas pelo apartheid”, convidando todos os fiéis ao diálogo e à colaboração recíproca. Ao mesmo tempo, os bispos pedem que sejam resolvidas, “com urgência, as desigualdades econômicas presentes na sociedade causadas por leis e práticas discriminatórias raciais do passado”, de modo a “dissipar temores infundados e promover a justiça”.

 

A Igreja reconhece suas responsabilidades

 

Além disso, no âmbito do Jubileu extraordinário da misericórdia, a Igreja sul-africana não deixa de lado suas responsabilidades: “Comprometemo-nos a um diálogo crível e completo sobre o racismo, isto significa também reconhecer a presença de atitudes raciais dentro da Igreja, tanto antes quanto durante o período do apartheid, bem como nestes anos de democracia”. “Nós, enquanto Pastores, humildemente prostramo-nos diante de Deus e de todos aqueles que sofreram, pedindo perdão pela cumplicidade que a Igreja teve com o racismo ao longo da história.” Implorando a misericórdia de Deus, os prelados sul-africanos dirigem-se “a todos os fiéis e homens de boa vontade a fim de que se faça o possível para enfrentar o problema do racismo na sociedade e na Igreja.”

 

Conhecer  e apreciar mais as diversidades étnicas e culturais

 

Para este fim, escreve a Conferência episcopal, serão acionados “grupos de reflexão nas dioceses e nas paróquias, de modo a envolver todos os fiéis” na análise do problema. Mais ainda: a Igreja sul-africana encoraja a promover o conhecimento das diversidades culturais expressas também em nível litúrgico e pastoral: “A experiência do Evangelho nos pede que nos alegremos diante da diversidade das raças, que as apreciemos de modo mais entusiasta e que nos tornemos culturalmente mais inclusivos”, porque “o corpo de Cristo se enriquece mediante as contribuições sociais, culturais e econômicas de todo grupo étnico” explicam os bispos. Daí, o convite a tornar-se verdadeira comunidade de fé, em unidade com o corpo de Cristo.

 

Cada paróquia lance uma campanha contra o racismo

 

Além disso, na perspectiva de construir “uma África do Sul livre do racismo”, os bispos exortam os fiéis a “viver uma vida digna do Evangelho”, evitando “amar somente quem é igual a nós”. Por isso, é reiterada a importância de um “diálogo franco e honesto” com todos e se exorta a recorrer ao Sacramento da Reconciliação. “Neste Ano jubilar pedimos a todos os paroquianos que se empenhem numa campanha de superação do racismo, promovendo a oração em família, ou mesmo um Dia de jejum e oração, ou ainda, trabalhando com organizações que atuam em prol da eliminação das discriminações raciais”, concluem os bispos. “O Senhor conceda a paz, a cura e a reconciliação a nossa nação”: encerra-se a Carta pastoral. (RL)

 

Formação

 

Assistir os enfermos: obra criativa de misericórdia

  

◊Cidade do Vaticano (RV) - Na Audiência Jubilar do último sábado, na Praça S. Pedro, o Papa falou de misericórdia e serviço. Ele citou uma carta recebida nos dias passados, em que a pessoa lhe pedia orações e lhe agradecia pelo Ano da Misericórdia. A vida dessa pessoa é uma constante obra de misericórdia corporal, pois é cuidar da mãe, idosa, que não pode mais se mover, e do irmão, que está numa cadeira de rodas. “A vida dessa pessoa é servir, ajudar. Isso é amor!”, disse o Papa. Sobre esta obra de cuidar dos enfermos, ouça a reflexão da Superiora da Congregação da Divina Providência, Ir. Márian Ambrósio. Ir. Márian também orienta quem quiser colocar em prática as obras corporais de misericórdia.

 

Testes para vacina contra zika podem começar dentro de 1 ano

 

◊Nova Iorque (RV) - O diretor do Instituto Butantan, em São Paulo, Jorge Kalil, afirmou que os "testes clínicos de vacina contra o vírus zika podem começar daqui a um ano".  Entrevistado pela Rádio ONU, Kalil falou sobre a ligação entre o vírus zika, microcefalia e a síndrome de Guillain-Barré.  

 

Observações

 

"Realmente depois de todas essas observações está cada vez mais próxima a conclusão de que realmente o zika vírus é o que causa a microcefalia. Existem ainda alguns experimentos mais formais acompanhando pacientes grávidas, com e sem a infecção. Mas tem uma publicação recente no Brasil, no grupo da Fiocruz, no Rio de Janeiro, que acompanhou várias mulheres grávidas que tiveram infecção pelo zika e teve um incidência muito elevada de microcefalia." Jorge Kalil falou também sobre o processo para o desenvolvimento da vacina. Segundo ele, os testes clínicos podem começar daqui a um ano, mas o medicamento só vai estar disponível para a população bem depois. "Vai depender muito de quanto as agências regulatórias e as autoridades regulatórias estarão acreditando em tudo o que estão vendo e que acham que esse sistema é suficiente seguro para que a gente progrida rapidamente nos estudos humanos e possa começar a imunizar a população. Isso tudo tem um tempo mínimo e não acredito que em menos de três anos a gente consiga fazer tudo isso, mas a gente está trabalhando para ser o mais rápido possível." O diretor do Instituto Butantan disse ainda que de imediato, é preciso combater o mosquito Aedes aegypti da melhor forma possível. Para Kalil, o que deve ser feito é um programa de educação para a população brasileira para que se combata o mosquito mesmo quando ele não está incomodando. Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou dados preliminares indicando que uma estirpe africana do vírus zika teria provocado o surto em Cabo Verde. De acordo com a agência, essa informação ainda deve ser confirmada. O país está fazendo o acompanhamento de 165 mulheres grávidas com suspeita de infeção pelo vírus. Nas 44 que deram à luz, não houve sinais de microcefalia nos recém-nascidos e nem relatos de anomalias neurológicas.

 

Pacientes

 

O país relatou 7.457 casos suspeitos de infeção do zika de outubro a fevereiro, apesar de terem sido confirmados apenas dois pacientes. A OMS informou que o surto tende a diminuir no país.

 

Malformação

 

O Gabão é outro país africano com a presença do vírus, segundo a mais recente atualização sobre o vírus zika, microcefalia e síndrome de Guillain-Barré. Infelizmente, o Brasil lidera em número de casos de microcefalia e de malformação do sistema nervoso central com um total de 6.158 casos. Pelo menos 157 pessoas morreram e 745 crianças com zika foram confirmadas para o diagnóstico de microcefalia. (MJ/Rádio ONU)

 

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