14 de setembro de 2016

A história da jovem que se livrou do demônio graças ao nome de Maria

Segundo o ACI Digital (13/09/2016), São Alfonso Maria de Ligório relata em seu livro “As Glórias de Maria” (Cap. X) que, seguindo as referências de outros dois autores católicos, por volta do ano 1465 vivia e, Güeldres (Holanda) uma jovem chamada Maria que foi levar alguns recados à Nimega (Países Baixos) e ali foi tratada grosseiramente pela sua tia.
No caminho de volta, a jovem desconsolada e com raiva invocou a ajuda do demônio e este apareceu em forma de homem, e lhe prometeu ajudá-la com algumas condições.
“Não lhe peço outra coisa –disse o inimigo– mas de agora em diante não faça novamente o sinal da cruz e que mude de nome’. ‘Quanto ao primeiro, não farei mais o sinal da cruz –lhe respondeu–, mas meu nome de Maria, não mudarei. Gosto muito dele’. ‘Então eu não te ajudarei’, replicou o demônio”.
Finalmente, depois de muita discussão, eles acordaram que ela se chamaria a primeira letra do nome de Maria, ou seja, M. Depois de fazerem o pacto, ambos se foram à Amberes, onde a jovem viveu durante seis anos com essa companhia perversa e levando uma vida má.
Certo dia a jovem lhe disse ao inimigo que desejava ir à sua terra, o demônio odiou essa a ideia, mas finalmente consentiu. Ao chegar à cidade de Nimega, eles descobriram que estava sendo representada na Praça a vida de Santa Maria.
“Ao ver tal representação, a pobre M, por aquela pequena devoção à Mãe de Deus que havia conservado, começou a chorar. ‘O que fazemos aqui? – lhe disse o companheiro –. Você quer que representemos outra comedia? ’ Agarrou o seu braço para tirá-la daquele lugar, mas ela resistia, então ao ver que a perdia, enfurecido a levantou e a lançou no médio do teatro”.
Em seguida, a jovem contou sua triste história, foi confessar-se com o pároco, quem a remeteu ao Bispo e este ao Papa. O Pontífice, depois de ouvir sua confissão impôs como penitência levar sempre três argolas de ferro: uma no pescoço e uma em cada braço.
A jovem Maria obedeceu e foi para Maestricht (Países Baixos), onde viveu em um monastério para penitentes.
“Ali viveu quatorze anos fazendo grandes penitências. Uma manhã, ao levantar-se viu que as três argolas haviam quebrado. Dois anos depois morreu com fama de santidade; e pediu ser enterrada com aquelas três argolas que, de escrava do inferno, a haviam transformado em feliz escrava da sua libertadora”.

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