28 de outubro de 2016

Halloween: O problema não está nas fantasias ou doces, mas em glorificar o mal

Segundo o site ACI Digital (27/10/2016), o Pe. Vincent Lampert, exorcista e pároco na Arquidiocese de Indianápolis (Estados Unidos), afirmou em diálogo com o Grupo ACI que os pais devem recordar as origens cristãs do Halloween e fazer uma celebração na Véspera de Todos os Santos “em vez de glorificar o mal”.
“Em última instância, não creio que haja algo de ruim que as crianças vistam uma fantasia, vistam-se de vaqueiro ou de Cinderela e peçam doces de casa em casa. É uma diversão saudável”, disse o Pe. Lampert.
O sacerdote assegurou que o perigo está nas fantasias que glorificam deliberadamente o mal e infundem medo, ou quando as pessoas pretendem “conseguir poderes especiais” através da magia e da bruxaria, inclusive por um simples entretenimento.
“No livro do Deuteronômio, o capítulo 18, fala de não tentar consultar os espíritos dos mortos, nem os que pratiquem feitiços, bruxaria ou atividades como estas. Isto seria uma violação de um mandamento da Igreja, seria colocar outras coisas antes da relação com Deus”.
“E esse seria o perigo do Halloween. Que de alguma maneira Deus se perca em tudo isto, que a conotação religiosa se perca e, finalmente, as pessoas glorifiquem o mal”, acrescentou.
Também disse que é importante recordar que o diabo e os espíritos malignos não têm nenhuma autoridade adicional no Halloween, embora pareça que sim.
“O diabo atua no que as pessoas fazem, ele não faz algo por si mesmo. Talvez pela forma em que celebram esse dia, na verdade esteja convidando o mal para entrar em nossas vidas”, disse.
Finalmente, o Pe. Lampert assegurou que uma das melhores coisas que os pais podem fazer é aproveitar o Halloween como um momento de aprendizagem e para explicar às crianças “por que certas práticas não conduzem a nossa fé e identidade católica”.
Por outro lado, Anne Auger, uma mãe católica de três crianças, proveniente do estado de Winsconsin (Estados Unidos), disse ao Grupo ACI que, embora permita que seus filhos se fantasiem e peçam doces, sempre verifica as casas por onde eles passarão, a fim de evitar aquelas que estão decoradas “com coisas temíveis”.
“No ano passado, uma pessoa bateu na porta da nossa casa fantasiada de lobo demoníaco. Às vezes, as pessoas se vestem de bruxas e posso entender isso, mas este foi de um nível completamente novo, muito diferente de quando éramos pequenos”.
Também assegurou que os pais devem ensinar aos seus filhos o significado do Halloween, sempre em relação ao dia de Todos os Santos.
“Explicamos aos nossos filhos que estamos tendo uma festa porque celebraremos os Santos no céu e, por isso, saímos nas ruas pedindo doces”, acrescentou.
Kate Lesnefsky, outra mãe católica com filhos entre 3 e 16 anos, também permite que os escolham suas fantasias para pedir doces, sempre e quando não difundam medo ou tenham uma aparência demoníaca.
No dia seguinte, leva os seus filhos à Missa pelo Dia de Todos os Santos e a família aproveita esta oportunidade para falar sobre o que é a morte e a santidade.
“Tenho uma irmã que morreu aos 19 anos. Então, falamos de várias pessoas que sabemos que estão no céu, dos meus avós ou dos diferentes Santos”, disse Lesnefsky.

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